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	<title>Milton Ribeiro</title>
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	<description>Milton Ribeiro &#124; Um blog d'O Pensador Selvagem</description>
	<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 13:40:10 +0000</pubDate>
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		<title>A Mulher do Tenente Francês, de John Fowles (resenha e reconstrução, um show!)</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 13:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miltonribeiro</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Na Inglaterra, este romance de 1969 possui status de clássico. Quando foi passado para o cinema, recebeu roteiro do respeitadíssimo dramaturgo Harold Pinter (1930-2008), Nobel de Literatura de 2005, e que tem dentre suas maiores influências Samuel Beckett e Frank Kafka. Já John Fowles (1926-2005), o autor do romance, escreveu poucos livros mas tem obra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/tenente_fowles.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10093" style="float: left" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/tenente_fowles.jpg" alt="" width="184" height="278" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Na Inglaterra, este romance de 1969 possui status de clássico. Quando foi passado para o cinema, recebeu roteiro do respeitadíssimo dramaturgo Harold Pinter (1930-2008), Nobel de Literatura de 2005, e que tem dentre suas maiores influências Samuel Beckett e Frank Kafka. Já John Fowles (1926-2005), o autor do romance, escreveu poucos livros mas tem obra consistente e até popular.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5068598&amp;sid=8961361011229437315743253&amp;k5=101E5F32&amp;uid=" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5068598&amp;sid=8961361011229437315743253&amp;k5=101E5F32&amp;uid=');" target="_blank"><em>A Mulher do Tenente Francês</em></a> é excelente. A história é contada a partir de um curioso foco narrativo: o autor, longínquo, examina os atos de seus personagens vitorianos a partir do instrumental em uso nos anos 60, quando o livro foi escrito. Tal instrumental é basicamente freudiano, marxista e gramsciano. Não, não, nada de discursos políticos. Só observações aqui e ali. Ao estilo de Machado de Assis, o autor às vezes conversa conosco, realizando uma bem-humorada interface entre a ação e o leitor. Costuma também brincar com o fato de estar “perdendo o controle” sobre os personagens e, lá pela página 100,    explica que está alterando o planejamento inicial do romance por causa dos personagens, que decidiram outra coisa. Para completar, dá ao leitor a chance de escolher entre três finais distintos. É delicioso investimento ler estas 484 páginas.</p>
<p style="text-align: justify">Considerando-se a estrutura narrativa, não é de estranhar que Harold Pinter tenha sido convidado para escrever o roteiro cinematográfico. Para alegria da <a href="http://caminhantediurno.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://caminhantediurno.blogspot.com/');" target="_blank">Caminhante</a> (<em>just a private joke</em>), o filme de Karel Reisz, com Meryl Streep e Jeremy Irons, é um fiasco quando comparado com o livro. Ela, a Caminhante, acaba de marcar 2 x 0.</p>
<p style="text-align: justify">Mas tergiverso. No último domingo, procurando algo inteligente na Internet &#8212; ainda que zonzo pelo calor insuportável – , encontrei uma divertida série de <em>Digested Classics</em> no Guardian. Então armei uma espécie de jogo. Tenho certa vergonha de contar, mas vamos lá: copiei o texto no Open Office e escrevi minha versão por cima. Não fiz alterações substanciais, mas mexi num monte de detalhes. O tom destes “clássicos recontados” é mais do que jocoso, é decididamente uma profanação e, como meus sete leitores sabem, profanação das  especialidades que mais aprecio.</p>
<p style="text-align: justify">Arriscaria dizer que ri muito do resultado. E, OK, vou dar <a href="http://www.guardian.co.uk/books/2010/feb/04/french-lieutenant-s-woman-john-fowles" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.guardian.co.uk/books/2010/feb/04/french-lieutenant-s-woman-john-fowles');" target="_blank">a fonte</a> por uma questão de honestidade. Por favor, não cliquem nela!</p>
<p style="text-align: justify"><em>Observando a baía de Lyme, em 1867, podemos notar um casal muito bem vestido caminhando pela praia, se é que podemos chamar de praia aquela bela paisagem cheia de penhascos que acabavam no mar da Cornualha. Estavam tão à vontade longe de casa que não podemos chegar a outra conclusão que não seja a de que estavam noivos ou eram casados. E então ambos viram uma mulher toda de preto olhando o mar.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Eu espero que você não tenha falado sobre as ideias tolas do Sr. Darwin novamente &#8212; criticou Ernestina. – Você sabe que papai não suporta a ideia de ser descendente de um macaco.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Monotemático, certamente Charles falara em novamente em Darwin, assim como hoje falamos sobre o aquecimento global ou as próximas eleições quando temos pouco assunto com nossos sogros. No entanto, a realidade é que Charles não tem nenhum direito a escolher seus temas de conversação,  pois ele é uma construção da minha, apenas existe em minha mente, por isso, agora, quero que ele se fixe na mulher de preto que corre perigo na posição em que está.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Quem é aquela? – , pergunta ele.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Chamam-na de A Mulher do Tenente Francês – responde Ernestina. – Ela se apaixonou por um capitão náufrago que a abandonou. Ela caiu em desgraça e agora é empregada da Sra. Poulteney.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Eu não desejaria saber nada dela nem desta história horrível, mas não creio que ela esteja segura naquela ponta. Pode cair e há pedras lá embaixo.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Charles dirigiu-se à mulher de preto e pediu-lhe que saísse daquele local perigoso, mas o olhar triste, frio e profundo que recebeu de volta avisava-lhe para se afastar.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Mas como este é o meu livro, vamos deixar esta cena introdutória e fazer algumas observações sarcásticas sobre ambos os personagens e seus valores vitorianos. Charles Smithson, podemos concluir, é um homem comum, ainda que nobre. Com uma renda que o libera da necessidade de trabalhar, ele é uma alma perdida de 32 anos, com ideias tão avançadas quanto pode ter um homem que deixa-se torturar pelas lembranças de suas ligações com prostitutas.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Sua noiva, Dona Ernestina Freeman, é o que agora nos anos 1960 chamamos de pequeno-burguesa.  Seu pai ganha dinheiro no comércio. Ora, o comércio! Ele é o dono de algumas lojas de departamentos em Londres. Coisa estranha, enriqueceu trabalhando. Sua filha, apesar da baixa extração, pode, portanto, casar com Charles, de maior categoria, mas com menos grana. Está tudo perfeito. São dignos um do outro. O único inconveniente é que Ernestina é, como dizemos agora em 2010, uma cabeça oca ou uma loira burra.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Já Sarah Woodruff, ou A Vagabunda do Tenente Francês, como alguns de Lyme Regis a descreveriam&#8230; Bem, falemos dela depois. Há também a Sra. Poulteney, uma viúva que tomou Miss Woodruff para si, a fim de protegê-la das maledicências e assim aumentar suas chances de entrar no reino dos céus.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>E depois há Sam e Mary. Como o amor dos empregados era mais alegre! E era mesmo. Livres das  contorções românticas de seus chefes, Sam e Mary são personagens encantadores. A chefe de Mary é Ernestina e Sam é mordono de Charles. É um contraste bem útil para o romancista, que pode assim, criar uma superfetação de metáforas.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Mudemos o cenário. Muitas páginas depois, estamos em Undercliff, um mundo pré-histórico onde o desocupado Charles procura um fóssil – coisa de vitorianos confusos, apaixonados por Darwin, imaginem! E lá encontra Sarah Woodruff.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Miss Woodruff &#8211;, diz ele.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Senhor Smithson – , responde ela.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Eu me preocupo com sua saúde.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Minha saúde não significa nada.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Nossa! Após alguns minutos de conversa, ela diz que sua situação com o Tenente Francês desaparecido é o que a define como ser humano. Ela é aquilo. Se tivesse nascido 100 anos depois, Charles poderia ter reconhecido isto como uma expressão da angústia existencial sartreana. Porém, vejam como são as coisas, o que ele sentiu foi um desconcertante inchaço nas calças. Então, beijou-a na pálpebra.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Miss Woodruff olhou para toddos os lados.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Se formos vistos juntos, serei expulsa da casa da Sra. Poulteney.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Mais um discurso sobre a ciência vitoriana e hipocrisia religiosa? Mais encontros entre Charles e Sarah até que alguém os veja e cumpra-se a necessidade freudiana de ser expulsa da casa da Sra. Poulteney?</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>No entanto, damos mais um salto e vamos agora para Exeter, onde Sarah está hospedada no hotel Endicott. Charles vai até ela e aqui tenho um dilema, pois preciso manter o artifício que os meus personagens têm vidas próprias e que não sei como a história termina. Ousadamente, então, abandono-os.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Agora Charles nega a si mesmo a noite com Sarah e retorna a Ernestina, com quem viverá feliz para sempre pelos próximos 173 anos. Mas eu não quero fazer isso. Portanto, faremos com que ele retorne ao hotel, onde dou de cara com Charles desabado sobre o corpo nu de Sarah após 17 segundos de cópula intensa.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Meu Deus, mas você virgem. Então, o tenente francês não&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Na verdade não, mas eu precisava do mundo para imaginar que eu tinha para mim, para explorar minha vergonha e solidão.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Se Charles tivesse lido algum livro de psicologia moderna, ele teria concluído que Sarah estava precisando de uma terapia urgente. Mas como isso era 1867, ele simplesmente falou: &#8220;Eu te amo&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Tudo se complica quando o mundo descobre a traição. Sam não entrega uma carta de Charles a Sarah e o mal-começado romance é subitamente extinto. Ela, Sarah, some. Charles é instado a terminar seu noivado, cai em ostracismo light e dorme com prostitutas enquanto cria mais mil metáforas em sua busca por Sarah.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Se eu soubesse que me obrigaria a escrever mais de 100 páginas, poderia ter ficado com o primeiro final. Mas não. Vou deixá-los com mais dois. Afinal, quero dormir com Meryl Streep novamente.</em></p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/the-french-lieutenants-wo-001.jpg" ><img class="aligncenter size-full wp-image-10092" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/the-french-lieutenants-wo-001.jpg" alt="" width="460" height="276" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><em>Ele a reencontra dois anos depois, vivendo como modelo de Dante Gabriel Rossetti. Aqui, um choque, pois Dante Gabriel Rossetti é um dos pintores preferidos de minha ex e, portanto, é um idiota. Criador de um grupelho que seus fãs gostam de chamar de pré-rafaelitas, mas que se chama Pre-Raphaelite Brotherhood ou Irmandade pré-rafaelita, é autor de pinturas, poemas e de conceitos que alardeavam a arte pela arte. Seu poema mais importante diz uma imbecilidade digna das maiores carolices &#8220;.pps&#8221;:</em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify"><em>O pior momento para o ateu é quando ele realmente está agradecido e não tem ninguém para agradecer.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify"><em>Você não precisa se preocupar com isso, Dante, eu organizaria uma festa. Mas voltemos. Ele a reencontra dois anos depois, vivendo como modelo de Dante Gabriel Rossetti.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Eu não posso me casar com você. Ainda quero estar sozinha. Mas nós temos uma filha &#8212; diz Sarah.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Ou.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>– Eu vou casar com você, mas será apenas platônico.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Você provavelmente vai escolher o segundo final. Eu fico com o primeiro, em que há sexo casual e variado. De qualquer maneira, Charles e Sarah acabaram pós-modernos.</em></p>
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		<title>Entrevista com Ingo Schulze</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 09:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miltonribeiro</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Edney Silvestre é um cara esperto. Tentou conduzir as primeiras  respostas, mas como Ingo Schulze não foi pelo caminho sugerido, tirou o time e acabou fazendo uma boa entrevista. Ninguém vai acreditar, mas para mim foi uma surpresa ver a participação ativa de meu grande amigo Marcelo Backes na coisa. O final da entrevista&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Edney Silvestre é um cara esperto. Tentou conduzir as primeiras  respostas, mas como Ingo Schulze não foi pelo caminho sugerido, tirou o time e acabou fazendo uma boa entrevista. Ninguém vai acreditar, mas para mim foi uma surpresa ver a participação ativa de meu grande amigo Marcelo Backes na coisa. O final da entrevista&#8230; Só na Alemanha, Ingo!</p>
<p style="text-align: center"><object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1201303&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1201303&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object></p>
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		<title>Comentário de Hélio Paz ao post abaixo</title>
		<link>http://miltonribeiro.opsblog.org/2010/02/08/comentario-do-helio-paz-ao-post-abaixo/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 20:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miltonribeiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comentários que são colaborações]]></category>

		<category><![CDATA[Hélio Paz]]></category>

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		<description><![CDATA[Como já disse, neste blog é comum ocorrer comentários muito superiores ao post. E não pensem que não me orgulho disso. Vai lá, Hélio! 
Hélio Sassen Paz
on Feb 8th, 2010 at 10:33 am
Milton,
Por um lado, hei de concordar com o Cláudio Costa, com o autor do texto que tu traduziste neste post e - muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><em>Como já disse, neste blog é comum ocorrer comentários muito superiores ao post. E não pensem que não me orgulho disso. Vai lá, Hélio!</em><a href="http://heliopaz.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://heliopaz.com/');" target="_blank"> </a></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://heliopaz.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://heliopaz.com/');" target="_blank">Hélio Sassen Paz</a><br />
on Feb 8th, 2010 at 10:33 am</p>
<p style="text-align: justify">Milton,</p>
<p style="text-align: justify">Por um lado, hei de concordar com o Cláudio Costa, com o autor do texto que tu traduziste neste post e - muito provavelmente - contigo também, pois me parece que essa também é a tua opinião.</p>
<p style="text-align: justify">Porém, há um outro lado dessa história, que não pode se restringir nem tampouco centralizar discussão sobre a diminuição do tempo, do interesse, do envolvimento e da continuidade da leitura tão-somente no consumismo, na indústria cultural ou na exacerbação dos produtos do veículo televisão: falo do conservadorismo, da falta de investimento, do despreparo e da ignorância da esmagadora maioria dos professores nas escolas de um modo geral (públicas, privadas, ensino fundamental, médio, pobres, ricos, do Moinhos de Vento ou da zona rural de Ji-Paraná/RO).</p>
<p style="text-align: justify">Ler é algo muito chato quando não se sabe ler direito. Segundo o IBGE, mesmo entre pessoas com nível superior completo (inclusive muitos formados em universidades federais), o analfabetismo funcional chega à assombrosa cifra de 72% da população brasileira.</p>
<p style="text-align: justify">A leitura também é uma atividade muito chata quando, além de já não saber ler direito, a criatura não é ensinada a contextualizar nenhuma obra (seja ela de ficção ou não) ao momento histórico ou do qual o autor pretende tratar, ou do momento contemporâneo à sua criação e publicação.</p>
<p style="text-align: justify">A escola é muito chata quando o professor se posta em pé diante de todos e fala sem parar ou fica a escrever na lousa, como diriam nossos amigos d’além-mar.</p>
<p style="text-align: justify">Se compete pela atenção dos estudantes com a dinâmica imposta pela velocidade da edição dos thrillers de ação, dos videoclipes e de um telejornalismo que não ultrapassa um minuto e meio nas informações mais extensas. Até mesmo seriados e pequenos documentários que, antigamente, eram feitos para preencher uma grade de 1h por 15 min. de intervalo, agora preenchem 30 min. por 8 de intervalo.</p>
<p style="text-align: justify">A rotina é corrida; a leitura, por sua vez, é parada: o tempo para ler existe. Contudo, a consciência acerca da importância da leitura se esvai quando não existe competência pedagógica para associar a cultura imagética contemporânea a um caminho mais complexo e enriquecedor que somente a leitura pode proporcionar ao indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify">Já assisti a duas palestras do prof. Adriano Duarte Rodrigues da Universidade Nova de Lisboa. Ele defende a tese de que a cultura midiática de um dado momento é resultado da experiência inata. Embora nem a Psicologia e nem a Engenharia Genética tenham ainda podido comprovar essa tese, o fato de lembrarmos da nossa infância; de como nossos pais e avós se referiam às suas respectivas infâncias e de como observamos as de nossos filhos, sobrinhos e, em alguns casos, até mesmo netos, sempre se nota que cada geração tem vindo ao mundo dotada de uma inteligência normalmente bastante superior à de seus antecessores.</p>
<p style="text-align: justify">Em relação à mídia, Duarte Rodrigues cita alguns exemplos bastante interessantes, que eu adapto ao meu entendimento pra simplificar:</p>
<p style="text-align: justify">- Minha mãe tem 76 anos. Parou de trabalhar aos 20, para casar-se com meu pai. Ela estudou até a quarta série do então primário. Foi criada por uma tia analfabeta e por um tio que só estudara até o ginásio. A cultura oral da era do rádio era muito mais forte do que a tradição escrita.</p>
<p style="text-align: justify">Até hoje, mesmo tendo acompanhado a televisão desde o seu início, ela não compreende as “deixas” simbólicas de quando começa, quando termina e quando um programa tem seu intervalo. Meu pai, que era três anos mais velho e era engenheiro de Minas e Metalurgia, também não compreendia essas deixas, por mais tempo que passasse na frente da TV após sua aposentadoria.</p>
<p style="text-align: justify">Minha irmã de 53, meu irmão de 51, minha irmã de 49 e eu, de 36 anos, todos somos da era da televisão. Todos nascemos com televisão em casa. Rádio, só pra música (basicamente na adolescência) e para futebol (eu) e notícias (meu irmão). Segundo Duarte Rodrigues e segundo minhas lembranças, não foi necessário nenhum manual de instruções para que a nossa geração (embora eu seja de outra) aprendesse a ligar a TV, aumentar e diminuir o volume, mudar de canal ou entender rapidamente quando um programa começa, quando termina, quando entra o intervalo e que seção de um programa começa ou termina quando entra ou sai de cena um determinado comunicador.</p>
<p style="text-align: justify">Pois hoje temos os nativos digitais. A internet comercial existe desde 1994/1995. Quem nasceu a partir de 1987 pode ser considerado nativo digital: seja rico ou seja pobre; tenha tido seu pai um computador antes de nascer ou passando a conviver com o hipertexto, com o correio eletrônico, com as salas de bate-papo e com veículos mais complexos como blogs, Twitter, etc. somente após começar a frequentar LAN houses, as deixas simbólicas da internet e o ritmo de mudança de um site para outro (ou de uma ferramenta de interação para outra) estão completamente dominadas. Eles não precisam de curso nem de manual de instruções para interagir!</p>
<p style="text-align: justify">Hoje, a comunicação não é mais matemática. O esquema emissor-receptor-mensagem dos engenheiros da marinha dos EUA Shannon e Weaver está superado. Outro modelo de teoria da Comunicação superado é o da ala marxista da Escola de Frankfurt: ao contrário do que diziam, por mais que tente, a mídia de massa não é o quarto poder, não influencia a todos e não consegue manipular corações e mentes.</p>
<p style="text-align: justify">Hoje, todos somos INTERAGENTES. O pensamento de um é fruto do pensamento de todos os que ele segue de exemplo e lê ou leu; os caminhos da busca de conhecimento de um jamais são iguais aos de outro, mesmo que tenha a mesma educação, a mesma idade, viva nos mesmos lugares e assim por diante.</p>
<p style="text-align: justify">Ser interagente significa também dominar rapidamente as técnicas e as ferramentas de produção, edição e publicação de conteúdo. É saber divulgar o seu próprio conteúdo. É ser a mídia de si mesmo para tornar-se mídia dos outros.</p>
<p style="text-align: justify">A cultura de nicho e a incessante mistura das funções de produtor e de usuário da informação na mesma pessoa e ao mesmo tempo fazem com que seja necessário concentrar esforços na compreensão da ubiquidade, isto é, de que estar em um lugar é estar em todos os lugares ao mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: justify">A TV, o rádio, o jornal, a revista e o livro não são ubíquos, pois dependem de espaços físicos, de grades de programação, de segmentação de público e de um discurso massivo. Porém, quando circulam em um meio digital, podem ser alterados e consumidos por qualquer um a qualquer momento. Ninguém mais quer obedecer a padrões engessados que limitam o acesso e o consumo da informação. O que importa é ter acesso à informação aonde, como e quando o interagente quiser.</p>
<p style="text-align: justify">O suporte da informação é mais importante do que a informação em si não por causa do consumismo e da tecnofilia mas, sim, por uma questão de acessibilidade: o livro pós-moderno é um arquivo em PDF que permite anotações com a inclusão de áudio, vídeo e links para web sites com informação complementar, acessados pelo leitor ou pelo estudante na hora em que ele quiser e na ordem em que desejar.</p>
<p style="text-align: justify">Aqui mesmo, no Brasil, há escolas no meio do sertão onde os professores reforçam o conteúdo e o compromisso dos alunos blogando desafios e informações complementares. O estímulo à blogagem faz com que as crianças finalmente voltem a sentir-se estimuladas a ler e a escrever bem. Como cada um visita o blog do outro, emite comentários, acrescenta, corrige e traz novas informações. Como o professor também participa desse processo, ele não é visto como um conhecedor plenipotenciário. Assim, a empatia junto ao mestre aumenta e a turma se integra ainda mais.</p>
<p style="text-align: justify">Aulas dadas com o auxílio de Wikis, MSN, comunidades no Orkut, etc. tem aumentado o interesse dos alunos pelas matérias e, consequentemente, melhorado o seu desempenho. Lembretes de tarefas ou de novos posts no blog do professor via torpedos SMS e a permanência de todo o conteúdo de aula na web não apenas estimulam o senso de responsabilidade e atenção do aluno como também oferecem a possibilidade de os pais se engajarem no processo de aprendizagem.</p>
<p style="text-align: justify">Aqui no Brasil, há o mestrado e o doutorado em Informática na Educação da UFRGS, que pesquisa sobre novos métodos pedagógicos com as TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação). A USP também tem um pós semelhante. Aqui, a coisa anda bem atrasada, pelas informações que tenho sobre o comportamento arredio da maioria de nossos pobres professores conservadores e semianalfabetos. Mas em São Paulo, há projetos como o Educarede financiado pela Telefonica e coordenado por uma pessoa incrível, a profª Sônia Bertocchi. O Instituto Claro também investe muito nisso. Mas lá. E o que mais chama a atenção é a iniciativa isolada de milhares de professores espalhados pelo Nordeste.</p>
<p style="text-align: justify">Imagina este país com banda (verdadeiramente) larga gratuita e estável para todos!</p>
<p style="text-align: justify">Pra terminar: o estímulo à leitura para os nativos digitais pode passar pelo mesmo que ocorre comigo…</p>
<p style="text-align: justify">- Por não ser nenhum devorador de romances ou de poesias, por mais que leia, sempre gostei de reportagens, de depoimentos, de biografias e de livros sobre Ciências Humanas em geral. Sabes como me interessei por ler Drácula (Bram Stocker), O Retrato de Dorian Gray, 20.000 Léguas Submarinas, Alan Quatermain, Tom Sawyer e O Médico e o Monstro?</p>
<p style="text-align: justify">Após assistir ao filme LIGA EXTRAORDINÁRIA. Entrei no site oficial, catei informações sobre as personagens e baixei os livros (todos antigos, de domínio público) para ler.</p>
<p style="text-align: justify">Isso é o que os estadunidenses Bolter e Grusin chamam de REMEDIATION (remidiação) e que alguns autores latinoamericanos chamam de MIDIATIZAÇÃO: o discurso, o espaço público, as “bibliotecas” e a criação de tudo passa por uma combinação de mídias. A produção e o consumo de todas as mídias estão conectados. A troca é solidária e contínua. As transformações são bem-vindas e o acesso é total. Não existe o “pai da criança”, pois todos acrescentam informação.</p>
<p style="text-align: justify">O pensamento hierárquico e autoral não tem mais vez nesta sociedade. Quem age assim, tem menos condições de preparar seus filhos para o futuro e de se inserir devidamente nesta sociedade.</p>
<p style="text-align: justify">[]’s,<br />
Hélio</p>
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		<title>Quem roubou nosso tempo de leitura?</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 09:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miltonribeiro</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O tempo para leitura parece cada vez mais comprimido e isto não é uma perda apenas para a literatura.
Um súbito interesse renovado por Tolstói, causado pelo filme sobre seus últimos dias, A Última Estação, fez-me lembrar que há um ano atrás eu tinha prometido a mim mesmo reler Guerra e Paz. Fazia algum tempo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><em>O tempo para leitura parece cada vez mais comprimido e isto não é uma perda apenas para a literatura.</em></p>
<p style="text-align: justify">Um súbito interesse renovado por Tolstói, causado pelo filme sobre seus últimos dias, <em>A Última Estação</em>, fez-me lembrar que há um ano atrás eu tinha prometido a mim mesmo reler <em>Guerra e Paz</em>. Fazia algum tempo que eu não enfrentava um romance de grandes proporções ou, para ser mais exato, qualquer coisa publicada antes do século XX. A releitura de Guerra e Paz iria me tranquilizar: minha resistência física e disponibilidade estavam intactas. Fui até a estante e descobri a página em que deixei o marcador &#8211;  ele estava na página 55 e eu sequer podia utilizar a desculpa de ter crianças pequenas.</p>
<p style="text-align: justify">O fato em si não teria me assustado &#8212; afinal, é <em>Guerra e Paz</em> &#8212; se não fosse a existência de outros marcadores abandonados em outros livros. Eu não estava terminando nenhum deles? Como é que eu, que adorava ficção o suficiente para estudá-la, ensiná-la e escrever a repeito, me tornara tão distraído?</p>
<p style="text-align: justify">O mundo dos meus tempos de estudante era fundamentalmente diferente do atual. Foi apenas no final da minha graduação que um amigo me mostrou uma maravilha chamada <em>internet</em> (Ele: &#8220;Há <em>sites </em>sobre qualquer assunto, tudo pode ser encontrado!&#8221;. Eu: &#8220;O que é um <em>site</em>?&#8221;). Nos anos 90, havia somente quatro canais de televisão. Cada família tinha um telefone, cujo uso era consecutivo. Poucos tinham jogos eletrônicos. Então, era muito mais fácil  retirar-se completamente do mundo para a grande arquitetura do romance. Agora, o leitor está sob o ataque de centenas de canais de televisão, cinema 3D, há um negócio de jogos de computador tão florescente que faz com que Hollywood os imite em seus filmes, há os iPhones, o Wifi, o YouTube, há notícias 24h, uma cultura tola da celebridade &#8212; verdadeiras ou falsas (vide BBB) &#8212; , acesso instantâneo a toda e qualquer música já registrada, temos o esporte onipresente, há caixas de DVDs com tudo o que gostamos. Os momentos de lazer que já eram preciosos foram engolidos pela lista anterior e também e-mails, torpedos, Facebook e Orkut. Quase todos as pessoas com quem eu falo dizem <em>amar os livros, mas que simplesmente não encontram mais tempo para lê-los</em>. Bem, eles CERTAMENTE têm tempo, só que não conseguem gastá-lo de forma diferente.</p>
<p style="text-align: justify">Isto tem consequências desastrosas para nossa inteligência coletiva. Estamos sitiados pela indústria de entretenimento, a qual nos estimula apenas em determinadas direções. O sedução é sonora, visual e tátil. A concentração na palavra impressa, na profundidade de um argumento ou de uma narrativa ficcional, exige  uma postura que os dependentes dos meios visuais não têm condições de atender. Seus cérebros não se fixam na leitura ou, se leem, fazem-no rapidamente para voltar logo ao plin-plin. Ora, isso é um roubo  de um espaço de pensamento que deveria ser recuperado.</p>
<p style="text-align: justify">Obviamente, os meios de comunicação como a Internet nos oferecem enormes benefícios (você não estaria lendo isto de outra forma), mas nos empurram facilmente para coisas bem superficiais que roubam nosso tempo. Você <em>viu</em> Avatar? Você viu o que eles podem <em>fazer </em>agora? Podem me chamar de melodramático, mas estou começando a me sentir como protagonista de alguma distopia (ou antiutopia) do gênero de <em>1984</em> ou <em>Fahrenheit 451</em>, tendo meus pensamentos apagados e, pior, gostando disso.</p>
<p style="text-align: justify">A Cultura mudou rapidamente nesta década. A leitura está sob ameaça como nunca antes. &#8220;Escrever e ler é uma forma de liberdade pessoal&#8221;, disse Don DeLillo em uma carta a Jonathan Franzen, que o questionara muito tempo antes da chegada da Internet. &#8220;A literatura nos liberta dos pensamentos comuns, de possuir a mesma identidade das pessoas que vemos em torno de nós. Nós, escritores, fundamentalmente, não escrevemos para sermos heróis de alguma subcultura, mas principalmente para nos salvar, para sobrevivermos como indivíduos.&#8221; Exatamente a mesma afirmação, penso eu, descreve a condição dos leitores sérios.</p>
<p style="text-align: justify">Deem-me o meu Tolstói. Agora é guerra.</p>
<p style="text-align: justify"><em>Traduzido <strong>mui veloz e livremente</strong> por mim. O original de Alan Bissett está <a href="http://www.guardian.co.uk/books/booksblog/2010/feb/02/who-stole-reading-time" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.guardian.co.uk/books/booksblog/2010/feb/02/who-stole-reading-time');" target="_blank">aqui</a>.</em></p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/de-o-silencio-dos-livros-peter-turnley-monsieur-bernard-laine-1999.jpg" ><img class="aligncenter size-full wp-image-10058" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/de-o-silencio-dos-livros-peter-turnley-monsieur-bernard-laine-1999.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
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		<title>Saramago recusa encontrar-se com o Papa em Lisboa</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 18:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miltonribeiro</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Enquanto um imenso grupo de baba-ovos tentar arrumar um lugarzinho no encontro que Ratzinger, o Papa Bento XVI, terá com &#8220;representantes&#8221; da cultura portuguesa, José Saramago já declinou previamente do convite. O convescote está marcado para o dia 12 de maio, no Centro Cultural de Belém. &#8220;Não temos nada para dizer um ao outro&#8221;, garantiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Enquanto um imenso grupo de baba-ovos tentar arrumar um lugarzinho no encontro que Ratzinger, o Papa Bento XVI, terá com &#8220;representantes&#8221; da cultura portuguesa, José Saramago já declinou previamente do convite. O convescote está marcado para o dia 12 de maio, no Centro Cultural de Belém. &#8220;Não temos nada para dizer um ao outro&#8221;, garantiu o escritor que recentemente se envolveu em recente polêmica com a Igreja Católica, por conta de seu romance <em>Caim</em>.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/jose_saramago_autografa_caim.jpg" ><img class="aligncenter size-full wp-image-10063" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/jose_saramago_autografa_caim.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a><em>Saramago autografa Caim, em foto recente</em></p>
<p style="text-align: justify">Certa vez, Graham Greene pediu para ser apresentado a Augusto Pinochet, só para ter o prazer de negar-lhe o cumprimento. Seria uma grande ideia para Saramago, mas acho desaconselhável em sua idade, ainda mais que o Papa estará cercado por uma claque de perigosa de carolas.</p>
<p style="text-align: justify">A Igreja Católica descreve Bento XVI como um homem da cultura e um apaixonado por filosofia, que procura reunir-se com artistas e intelectuais nos países que visita. Posso imaginar o papo.</p>
<p style="text-align: justify">De minha parte, gostaria de entrevistar-me com São Pedro a fim de que ele me explique a temperatura dos últimos dias em Porto Alegre. Não quero falar com Deus, que é vingativo e mau caráter. São Pedro me basta. Vou escrever ao Vaticano.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/papa_bento_xvi_em_filme_de_terror.jpg" ><img class="aligncenter size-full wp-image-10062" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/papa_bento_xvi_em_filme_de_terror.jpg" alt="" width="350" height="240" /></a><em>Vinde a mim, vamos conversar&#8230; </em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jean-Philippe Rameau: Rondó de Les Indes Galantes</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 06:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miltonribeiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[A grandiosidade dos índios de Rameau (1682-1764) neste quase ostinato. Como é bom ver o time de Minkowski animado, fazendo música. 

Cantores: Magali Léger e Laurent Naouri.
Orquestra: Les Musiciens du Louvre.
Direção: Marc Minkowski
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A grandiosidade dos índios de Rameau (1682-1764) neste quase <em>ostinato</em>. Como é bom ver o time de Minkowski animado, fazendo música. </p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RKvd4tMkFHc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/RKvd4tMkFHc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Cantores: Magali Léger e Laurent Naouri.<br />
Orquestra: Les Musiciens du Louvre.<br />
Direção: Marc Minkowski</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entre luzes e sombras</title>
		<link>http://miltonribeiro.opsblog.org/2010/02/06/entre-luzes-e-sombras/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 18:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miltonribeiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>

		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>

		<category><![CDATA[Francisco Viana]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Francisco Viana
Em meio à chamada intelectualidade, três teses ganham corpo na medida em que se aproximam as eleições. A primeira diz respeito ao presidente Lula, com frequência acusado de tramar a implantação de um regime autoritário no país. A segunda, relacionadas à primeira, coloca em foco a ministra Dilma Rousseff, apresentada como ex-terrorista ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4249289-EI6783,00-Entre+luzes+e+sombras.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4249289-EI6783,00-Entre+luzes+e+sombras.html');" target="_blank">Francisco Viana</a></p>
<p style="text-align: justify">Em meio à chamada intelectualidade, três teses ganham corpo na medida em que se aproximam as eleições. A primeira diz respeito ao presidente Lula, com frequência acusado de tramar a implantação de um regime autoritário no país. A segunda, relacionadas à primeira, coloca em foco a ministra Dilma Rousseff, apresentada como ex-terrorista ou guerrilheira. E a terceira, que se transformou num lugar comum, está relacionada com a liberdade de imprensa que estaria sendo ameaçada. As três teses são falsas.</p>
<p style="text-align: justify">Vamos ao teste da realidade. Primeiro, não há sequer um átimo de autoritarismo no governo Lula. Pelo contrário, está criando condições para que o país se transforme numa grande democracia de massas, a exemplo do que aconteceu na América dos anos 20 e 30. É a participação popular que constrói a democracia, não os desígnios de um grupo de supostos iluminados. Mesmo Platão, que advogava uma república aristocrática, jamais imaginou tal contra-senso. Na sua República, os sábios se dedicavam ao bem comum. Mas quem melhor retratou a imagem de uma república mista foi o historiador Políbios ao descrever na História a explicitação dos conflitos de Roma antes da era cristã com a participação dos aristocratas, da burocracia e do povo. A Revolução Americana reeditou o modelo polibiano, fazendo da participação popular o verdadeiro espírito revolucionário. Estamos chegando atrasado em cena, mas o processo é irreversível.</p>
<p style="text-align: justify">A segunda tese, a Dilma guerrilheira-terrorista, é oca como um anel. A ministra Dilma não foi uma vilã, mas um dos símbolos de uma geração corajosa e generosa que dedicou os seus melhores anos a mudar o país. Foi o oxigênio que nutriu a liberdade que hoje usufruímos. Foi presa, torturada, em nome de um ideal libertário. Como o tema é tratado fora do contexto pela intelectualidade crassa, passa a impressão de que aconteceu justamente o contrário. A verdade, porém, é outra e a história está aí para demonstrar. Há por fim a questão da liberdade de imprensa. Em lugar de sufocada, está sendo cada vez mais ampliada. Por uma questão simples: a sociedade é cada vez mais livre. E se a sociedade é livre, a imprensa é livre. Não o contrário. Não existe liberdade de imprensa: a liberdade é da sociedade. Não existe um único exemplo de país onde o povo seja amordaçado e a imprensa seja livre.</p>
<p style="text-align: justify">Na realidade a ofensiva ultraconservadora tem uma razão de existir. Se a história da humanidade é a história da luta de classes, como diagnosticou Marx, a história brasileira é a história da luta contra os privilégios. E pode ser sintetizada, desde o alvorecer da República, nesse conflito entre uma democracia com povo participante e uma democracia com povo como mero espectador. Os países que prosperaram ao longo da história seguiram o caminho inverso do Brasil. Roma foi um exemplo florescente de República participativa. Era fruto daquilo que Políbios definou como virtù - um termo filosófico que significa a capacidade de mudar a vida. A América sempre teve esse valor maior, a participação, como alicerce. Atenas encarna a sua grandeza também na democracia, mas esta iluminou apenas um pequeno período da história e era uma democracia com escravos. No Brasil seguimos por muito tempo na contra-mão. Agora que estamos tomando o caminho certo vem o grande problema dos interesses prejudicados.</p>
<p style="text-align: justify">É em defesa dos privilégios do Brasil fossilizado que se que erguem as vozes roucas e os rostos ensombrecidos dos conservadores, Iagos de província. Na falta de bandeiras tentam semear o medo, pois se sentem ameaçados. Como são individualistas, antissociais, perdem acesso fácil às verbas públicas, que dilapidam, se sentem intimidados pela ascensão dos movimentos populares, temem o embate vivo e transparente pelo direito à igualdade. Estão historicamente condenados a desaparecer. Pregam no deserto. Contra a voz dos Iagos de província, há o coro polifônico da sociedade que aprova as mudanças, com índices de 8 para cada dez brasileiros. O tempo da caça as bruxas passou. Restaram apenas as suas tristes viúvas envoltas no mando opaco das trevas.</p>
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		<title>Porque hoje é sábado, Ornella Muti e Naike Rivelli</title>
		<link>http://miltonribeiro.opsblog.org/2010/02/06/porque-hoje-e-sabado-ornella-muti-e-naike-rivelli/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 02:10:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miltonribeiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Z - Porque hoje é sábado]]></category>

		<category><![CDATA[Naike Rivelli]]></category>

		<category><![CDATA[Ornella Muti]]></category>

		<category><![CDATA[porque hoje é sábado]]></category>

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		<description><![CDATA[Francesca Romana Rivelli (ou Ornella Muti) &#8230;

&#8230; começou cedo&#8230;

&#8230; e foi protagonista de (muitos) amores loucos.

Hoje é uma mamma&#8230;

&#8230; que se desespera com o (bom) comportamento da filha.

Estranho, a quem a filha procura imitar? E por que brigam (ou disputam)?

É que esta, quando vê a beleza daquela&#8230;

&#8230; procura descobrir se herdou algo. Mas tudo também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Francesca Romana Rivelli (ou Ornella Muti) &#8230;</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/1-ornella-comecou-ainda-bebe.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10024" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/1-ornella-comecou-ainda-bebe.jpg" alt="" /></a></p>
<p>&#8230; começou cedo&#8230;</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/2-ornella-foi-protagonista-de-amores-loucos.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10025" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/2-ornella-foi-protagonista-de-amores-loucos.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a></p>
<p>&#8230; e foi protagonista de (muitos) amores loucos.</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/3-ornella-hoje-e-uma-senhora-mamma.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10026" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/3-ornella-hoje-e-uma-senhora-mamma.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Hoje é uma <em>mamma</em>&#8230;</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/4-naike-e-se-desespera-com-o-comportamento-da-filha-naike.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10027" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/4-naike-e-se-desespera-com-o-comportamento-da-filha-naike.jpg" alt="" /></a></p>
<p>&#8230; que se desespera com o (bom) comportamento da filha.</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/5-ornella-e-que-naike.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10028" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/5-ornella-e-que-naike.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Estranho, a quem a filha procura imitar? E por que brigam (ou disputam)?</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/6-ornella-quando-ve-a-beleza-da-mae.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10029" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/6-ornella-quando-ve-a-beleza-da-mae.jpg" alt="" /></a></p>
<p>É que esta, quando vê a beleza daquela&#8230;</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/7-naike-naike-tenta-descobrir-se-e-parecida.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10030" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/7-naike-naike-tenta-descobrir-se-e-parecida.jpg" alt="" /></a></p>
<p>&#8230; procura descobrir se herdou algo. Mas tudo também acontece no sentido contrário.</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/8-naike-quando-acha-que-a-mae-e-imbativel-fica-revoltada.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10031" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/8-naike-quando-acha-que-a-mae-e-imbativel-fica-revoltada.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Quando concluem que a mãe (filha) é imbatível, fica(m) revoltadinhas&#8230;</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/9-ornella-mas-ornella-fica-impassivel.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10032" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/9-ornella-mas-ornella-fica-impassivel.jpg" alt="" width="450" height="593" /></a></p>
<p>Ornella fica mais na sua.</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/91-naike-sabe-que-naike-precisa-e-de-um-bom-corretivo-para-nao-ficar-fazendo-tanta-birra.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10033" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/91-naike-sabe-que-naike-precisa-e-de-um-bom-corretivo-para-nao-ficar-fazendo-tanta-birra.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Experiente, sabe do que Naike Just-Do-It precisa.</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/92-ornella-ela-fica-pacata-so-assistindo.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10034" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/92-ornella-ela-fica-pacata-so-assistindo.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Com fingido enfado, assiste,&#8230;</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/93-naike-enquanto-naike-se-agita.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10035" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/93-naike-enquanto-naike-se-agita.jpg" alt="" width="450" height="294" /></a></p>
<p>&#8230; a agitação de Naike.</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/94-ornella-no-fundo-no-fundo-e-sempre-uma-mamma.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10036" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/94-ornella-no-fundo-no-fundo-e-sempre-uma-mamma.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Porém, depois, como uma qualquer <em>mamma</em>,&#8230;</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/95-naike-e-acha-a-filhota-um-amor.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10037" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/95-naike-e-acha-a-filhota-um-amor.jpg" alt="" /></a></p>
<p>&#8230; volta a achar a filhota um doce.</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/96-ornella-ri-de-suas.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10038" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/96-ornella-ri-de-suas.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Zomba dela&#8230;</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/97-naike-ate-que-a-filhota-se-acalme.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10039" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/97-naike-ate-que-a-filhota-se-acalme.jpg" alt="" /></a></p>
<p>&#8230; esperando que se acalme, &#8230;</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/99-naike.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10040" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/99-naike.jpg" alt="" /></a></p>
<p>&#8230; coisa que não ocorre.</p>
<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/98-ornella-afinal-para-quem.jpg" ><img class="alignnone size-full wp-image-10041" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/98-ornella-afinal-para-quem.jpg" alt="" width="450" height="840" /></a></p>
<p>Pois algumas duplas de mãe e filha são muito complicadas.</p>
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		<title>Alguém pode explicar esta manchete?</title>
		<link>http://miltonribeiro.opsblog.org/2010/02/05/alguem-pode-explicar-esta-manchete/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 19:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miltonribeiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Besteirol]]></category>

		<category><![CDATA[Coisas do RS]]></category>

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		<description><![CDATA[
Retirada do Cloaca News.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/zh-e-a-militancia-da-estupidez.jpg" ><img class="aligncenter size-full wp-image-10008" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2010/02/zh-e-a-militancia-da-estupidez.jpg" alt="" width="500" height="353" /></a><br />
Retirada do <a href="http://cloacanews.blogspot.com/2010/02/zero-hora-e-militancia-da-estupidez.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://cloacanews.blogspot.com/2010/02/zero-hora-e-militancia-da-estupidez.html');" target="_blank">Cloaca News</a>.</p>
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		<title>TVE. E aí, Yeda?</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 12:22:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miltonribeiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coisas do RS]]></category>

		<category><![CDATA[FM Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Fórum Social Mundial]]></category>

		<category><![CDATA[RBS]]></category>

		<category><![CDATA[Tereza Cruvinel]]></category>

		<category><![CDATA[TV Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[TVE]]></category>

		<category><![CDATA[Yeda Crusius]]></category>

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		<description><![CDATA[Conforme eu já tinha escrito neste post, a TV Brasil comprou o prédio da TVE / FM Cultura do Rio Grande do Sul. Pois agora o governo federal oferece gratuitamente à TVE que lá fique, mesmo sem pagar aluguel e sem passar a programação gratuita da TV Brasil, onde ensina a como comer criancinhas. Pô, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Conforme eu já tinha escrito <a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/12/30/a-provavel-extincao-da-tve-e-da-fm-cultura/"  target="_blank">neste post</a>, a TV Brasil comprou o prédio da TVE / FM Cultura do Rio Grande do Sul. Pois agora o governo federal oferece gratuitamente à TVE que lá fique, mesmo <strong>sem pagar aluguel</strong> e <strong>sem passar a programação gratuita da TV Brasil</strong>, onde ensina a como comer criancinhas. Pô, uma baita economia. Há como recusar?</p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">A notícia foi dada pela presidente da EBC (TV Brasil), Tereza Cruvinel, e pelo diretor jurídico da instituição, Luiz Henrique dos Anjos, durante o Fórum Social Mundial, na semana passada.</span></p>
<p style="text-align: justify">“Desejamos que a TVE continue lá, sem qualquer compromisso de fazer rede conosco”, disse a presidente da EBC. A governadora do estado, Yeda Crusius, afirmou que analisará a proposta, mas não estipulou prazo para dar resposta. Pessoalmente, acho que ela não está fazendo ânus glicosado, é que antes tem de consultar a RBS.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="justify&quot;&gt;" target="_blank">Aqui</a>, a notícia completa.</p>
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